VOTO FACULTATIVO
Se realmente vivemos em um país democrático, o próprio voto deve ser uma escolha individual, não cabendo ao Estado o direito de obrigar seus cidadãos a votarem.
Logo, defendo a adoção do voto facultativo.
Cada pessoa deve possuir o direito, e não o dever, de votar. E, se seu desejo for não votar, que assim seja.
No entanto, cabe uma análise: aqueles que abrem mão desse direito fundamental e tão necessário à uma mudança consciente - seja ela qual for - podem até negar os ônus, mas, com certeza também negarão os bônus advindos das mudanças. E, além disso, ainda acaba tendo que aceitar a mudança do jeito que ela vier. Aquele que não participa acaba perdendo o direito a reclamações posteriores.
Não que ele esteja proibido de reclamar, mas, eticamente e com sua consciência própria - se é que ele tem -, não poderá exigir algo na mesma proporção de uma pessoa que escolheu votar.
Se realmente vivemos em um país democrático, o próprio voto deve ser uma escolha individual, não cabendo ao Estado o direito de obrigar seus cidadãos a votarem.
Logo, defendo a adoção do voto facultativo.
Cada pessoa deve possuir o direito, e não o dever, de votar. E, se seu desejo for não votar, que assim seja.
No entanto, cabe uma análise: aqueles que abrem mão desse direito fundamental e tão necessário à uma mudança consciente - seja ela qual for - podem até negar os ônus, mas, com certeza também negarão os bônus advindos das mudanças. E, além disso, ainda acaba tendo que aceitar a mudança do jeito que ela vier. Aquele que não participa acaba perdendo o direito a reclamações posteriores.
Não que ele esteja proibido de reclamar, mas, eticamente e com sua consciência própria - se é que ele tem -, não poderá exigir algo na mesma proporção de uma pessoa que escolheu votar.
Apoiado! É muito recorrente escutar argumentos contrários ao voto facultativo atualmente, todos eles motivados por questões puramente tradicionais, quase dogmáticas, às vezes implícitas e às vezes escondidas mesmo; nesse último caso é típico basearem em outros argumentos em defesa do voto obrigatório, porém se são indagados mais criteriosamente sobre o tema, facilmente percebe-se um fundamento bastante arraigado na tradição. Daí aparecem aquelas justificativas secundárias, quase sempre para desviar a atenção, que vão desde “menores as chances de fraude” e “maior participação política” até “maior visibilidade do processo eleitoral, tornando-o mais envolvente”. Francamente, a simples idéia de um filtro por onde perpassam apenas aqueles votos mais conscientes e interessados em agendas mais bem definidas faz muito mais sentido. Além do mais, a obrigatoriedade do voto é estranha aos princípios democráticos.
ResponderExcluirEstou certo de que a Dilma não teria hoje intenções de voto que a elegeriam já no primeiro turno, por exemplo. Perdoem-me os que nela votam com algum critério diferente dela ser a "candidata do Lula".