domingo, 26 de setembro de 2010

PROPOSTAS: EDUCAÇÃO

EDUCAÇÃO

I) SALÁRIO-ESTUDANTE


Muitos estudantes são impossibilitados de seguirem estudando, e acabam evadindo/abandonando as escolas para trabalhar, ajudar no sustento da casa (pessoal ou da família), por se envolverem com as drogas, etc.

Sendo assim, pretendo trabalhar para que eles tenham condições de estudarem sem precisar trabalhar ou sair da escola por falta de condições, independentemente do motivo que possa levar a isso.

Minha ideia é que o Estado auxilie financeiramente os estudantes enquanto eles estiverem estudando. Pretendo trabalhar por um projeto pelo qual estudantes terão direito a um salário mínimo mensal a partir do primeiro ano do Ensino Médio (até o seu terceiro ano) desde que cumpram certos requisitos, a saber:

- serem de baixa renda (1);

- estudarem na rede pública de ensino;

- possuírem freqüência escolar mínima de acordo com o estipulado em Lei (75%);

- alcançarem média escolar superior a 75%;

- não exercerem nenhuma atividade remunerada;

- não estiverem envolvidos - ou não se envolverem - com atividades e produtos ilícitos, tais como álcool, drogas (sejam como usuários e ou traficantes), vandalismo, “vadiagem”, etc.

Portanto, aqueles que não atenderem a esses requisitos a partir do último ano do Ensino Fundamental não terão direito de começar a receber o benefício no ano seguinte, bem como, não interessará a vida pregressa do indivíduo: é uma nova oportunidade que se apresenta a ele e, sendo assim, mesmo que já esteja recebendo o salário-estudante, a pessoa perderá o benefício de maneira incondicional se, por exemplo, (re)começar a se envolver com gangues, serem apreendidos utilizando ou traficando drogas, praticarem atos de vandalismo e danos ao patrimônio público, etc.

(1) Renda familiar igual ou inferior a 2 salários mínimos.

II) REALIZAÇÃO DE CONCURSOS PÚBLICOS PARA A CONTRATAÇÃO DE PROFISSIONAIS DE TODAS AS ÁREAS DO ENSINO

“É indispensável reconhecer a importância e a necessidade da Filosofia, da Sociologia e do Ensino Religioso (2) para uma educação de qualidade, que se pretenda verdadeiramente ser humanizadora, formadora de uma consciência crítica, que permita uma leitura correta da sociedade e que procure compreender a dimensão espiritual do ser humano. É inadmissível ainda aceitar que professores/as continuem contratos precarizados dentro das escolas (designados), ou seja, sem direito a prestarem concursos públicos.” (Carta aberta à população pelo Sind-UTE/MG).

Deve, portanto, haver (além das disciplinas exigidas no currículo obrigatório da escolas) o ensino da Filosofia, da Sociologia e da Cultura Religiosa (3) em todos os níveis da educação, inclusive, em todos os cursos de ensino superior: é uma questão de humanização, como afirmado anteriormente. Isso vai ao encontro das ideias contidas em carta aberta à população pelo Sind-UTE/MG, cujo título é “O que é Educação de qualidade?” e traz a público uma reflexão sobre a Educação, fazendo um relato da realidade do setor em Minas Gerais.

Educação não é mercadoria, é um meio de desenvolvimento intelectual, pessoal, social e, portanto, nacional. É “uma ação transformadora e libertadora da pessoa - entendida como ser autônomo, crítico, ético e consciente” (Carta aberta à população pelo Sind-UTE/MG).

Devemos imediatamente acabar com esses sistema que busca somente fazer da Educação “um meio para capacitação de mão-de-obra jovem e barata para o mercado de trabalho.” (Carta aberta à população pelo Sind-UTE/MG).

Filosofia, Sociologia e Ensino Religioso não podem nem devem ser vistos como pesos, isto é, como “entraves que ocupam um espaço valioso que deveria ser destinado ao ensino técnico-instrumental voltado à produção de mão-de-obra barata.” (Carta aberta à população pelo Sind-UTE/MG).

O governo - como um todo - parece não perceber (ou finge que não sabe, ignorando) “que todo caos social, político e educacional que vive nossa sociedade está nos mostrando ter muito em suas causas a falta de uma educação que privilegie as humanidades, a ética, os valores e o desenvolvimento da capacidade de crítica política de nossos jovens.” (Carta aberta à população pelo Sind-UTE/MG).

“A miopia dos atuais governantes impede que vejam mais além e percebam que crescimento econômico só se sustenta com desenvolvimento social e, este só se alcança com educação de qualidade.” (Carta aberta à população pelo Sind-UTE/MG).

“Pedimos o seu apoio para que haja concurso para as disciplinas de Filosofia, Sociologia e Ensino Religioso (4). Os alunos da rede estadual e a sociedade mineira só têm a ganhar com tais medidas.” (Carta aberta à população pelo Sind-UTE/MG).

Assinaram a Carta Aberta as seguintes entidades:

- Sind-UTE/MG (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais);

- SINDS/MG (Sindicato dos Sociólogos de Minas Gerais);

- AFIPE (Associação dos Filósofos, Professores e Estudante de Filosofia);

- ASEMG (Associação dos Sociólogos do Estado de Minas Gerais);

- CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs de Minas Gerais).

(2) Tal como já ocorre na PUC-MG: além das disciplinas obrigatórias de Filosofia e Sociologia I e II, ainda temos Cultura Religiosa I e II, com professores formados, qualificados e especialistas em cada uma dessas respectivas áreas.

(3) O que, necessariamente, não implica em tendenciosidade, isto é, inclinação/orientação para uma ou outra religião (ainda mais considerando que a própria Carta Magna brasileira proíbe tal prática ao ser uma Constituição de caráter laico. Religião e religiosidade são (ou, ao menos deveriam ser) inerentes a todo ser humano e, ainda que você tenha o livre-arbítrio para professar qualquer fé (ou, até nenhuma), você deve ter consciência para isso, conhecendo um pouco mais a fundo cada uma das religiões; já a religiosidade, esta sim, não prescinde de religião para existir.

(4) Assim como para todas as demais áreas da Educação que, hoje, é um setor de repulsa de mão-de-obra (principalmente aquela qualificada) e, se tens dúvida quanto a isso, basta perguntar “quem quer ser professor?” ou, com um agravante, “quem quer ser professor da rede pública?” e você terá provas disso. (professor Arquimedes, agradeço a sua contribuição para esse exemplo vivenciado pelo senhor)

III) ENSINO EM TEMPO INTEGRAL, ENXUGAMENTO DAS DISCIPLINAS JÁ EXISTENTES E INCUSÃO DE NOVAS DISCIPLINAS NOS CURRÍCULOS ESCOLARES BÁSICOS

Pretendo trabalhar por um acompanhamento das crianças estudantes para, depois, garantir um direcionamento mais adequado dos jovens em suas afinidades, interesses, enfim, vocações. Isto é, desde cedo ir traçando um perfil - a partir de acompanhamento psicológico, testes de aptidão,etc. - dessas crianças para, ao avançar no ensino Fundamental irem tendo pesos diferentes em cada uma das disciplinas (História, Geografia, Física, Química, Biologia, Matemática, etc.). Por exemplo, uma criança claramente interessada nas “Humanas” não precisaria passar por toda a Química, toda a Matemática, etc. - aprenderiam apenas o básico e fundamental dessas áreas -, bem como essas disciplinas possuiriam um peso menor nas avaliações. Inclusive, é fundamental fazer da Escola um local atrativo e, fazer a criança feliz é condição básica para isso. Acredito que grande parte da evasão escolar atual passa por essa questão: uma criança, insatisfeita em seus estudos, opta por trabalhar, sair da escola, entrar no universo das drogas, etc.

Paralelamente a esse enxugamento, pretendo trabalhar por uma Educação em tempo integral, de maneira que as crianças e jovens possam passar o dia estudando (de 7h às 18h), com alimentação adequada, tempo e espaço para a prática de esportes, segurança deles e de seus pais, tempo para práticas artísticas e culturais, e tudo garantido pelo Estado.

Além disso, é fundamental incluirmos disciplinas e temáticas contemporâneas e que fazem parte do dia-a-dia de todos nós. Qualquer um pode e deve conhecer plenamente os seus direitos e deveres e, portanto, devemos introduzir noções e princípios básicos do Direito em todas as etapas do ensino. Uma criança bem informada e formada irá se tornar um adulto consciente, responsável, competente e ético. Dessa maneira, pretendo trabalhar pela inclusão de algumas disciplinas, tais como:

- Ecologia;

- Direitos do Consumidor;

- Direito Civil;

- Direito Constitucional;

- Legislação de Trânsito;

- Etc.

Um comentário:

  1. passei a tarde de ontem lendo o seu blog, vc teve meu voto rapaz. naum foi dessa vez, mas com certeza sua hora chega, suas propostas são muito decentes.

    ResponderExcluir